EQUINOS E REPRODUÇÃO
A fisiologia reprodutiva dos equinos apresenta vários aspectos diferenciados quando comparada a de outras espécies. Tais aspectos envolvem, por exemplo, o período de gestação, que é de onze meses, e também o período de duração do cio, que é o período em que a fêmea está sexualmente receptiva ao macho. Neste caso específico, enquanto outras espécies de animais apresentam períodos de duração de cio de algumas horas, as éguas apresentam duração de cio de cerca de 120 a 150 horas, ou seja, 5 a 7 dias.
Outra característica importante é o fato das éguas serem consideradas poliéstricas estacionais, ou seja, o estímulo para que as fêmeas comecem a ciclar está diretamente relacionado ao período de luminosidade a que são expostas durante as estações do ano. Desta forma, em regiões de maiores latitudes, onde os meses de primavera e verão têm dias mais longos e com mais horas de luminosidade, as éguas apresentam cios ovulatórios regulares, encontrando-se reprodutivamente ativas. Já os meses de outono e inverno, com seus dias mais curtos e menos horas de luminosidade, são considerados períodos ou estações de cios anovulatórios ou anestro (ausência de cio), onde as fêmeas de uma maneira geral são reprodutivamente inativas.
Além destas características diferenciais, a influência de fatores como raça, nutrição, clima, práticas de manejo, idade dos animais, e, principalmente, características anatômicas do aparelho reprodutivo tanto de garanhões quanto de éguas, são determinantes no sucesso da reprodução dos equinos.
Do ponto de vista físico e fisiológico, quaisquer desequilíbrios nutricionais, alterações de clima, mudanças sazonais, doenças infecciosas, infestações verminóticas e injúrias diversas podem provocar declínio na fertilidade dos animais. Uma nutrição deficitária em éguas pode desencadear problemas na ovulação (cios irregulares/anovulatórios); irregularidades ou problemas de nidação (fixação do embrião no útero), dificuldades de manutenção de uma gestação saudável e até mesmo problemas de viabilidade do feto. Os danos resultantes da má nutrição dos animais tendem a ser extensos e podem ocasionar abortos, predispondo as éguas a complicações infecciosas. Tais conseqüências acabam por comprometer ainda mais a fertilidade das fêmeas, com efeitos futuros que podem envolver o nascimento de potros prematuros, fracos, pouco resistentes ou até mesmo natimortos.
De uma maneira geral, quando problemas reprodutivos ou baixos índices de fertilidade são observados, o primeiro pensamento é de que as fêmeas apresentam algum tipo de alteração ou deficiência. No entanto, a seleção dos garanhões para um programa de reprodução também deve ser minuciosa. Submeter os animais a uma avaliação reprodutiva completa é imprescindível para a identificação das causas mais comuns de infertilidade em garanhões, quais sejam: deficiências nutricionais, falhas de manejo, idade avançada, higiene inadequada, distúrbios ejaculatórios, indiferença sexual, anormalidades espermáticas e testiculares, infecções genitais e uso inadequado e/ou abusivo para reprodução.
Em suma, a associação de práticas de manejo adequadas, boas condições nutricionais, suplementação com elementos específicos voltados para a reprodução e avaliação rigorosa na escolha e utilização dos reprodutores a serem utilizados, é de fundamental importância para a determinação do sucesso ou fracasso de uma estação de monta.
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(Fonte: Vetnil)






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